Entre voltas e reviravoltas, de 17 de novembro a 7 de dezembro de 2025, a 2.ª edição do DJINTIS – Festival Internacional de Artes Cénicas de Bissau celebrou, de forma contagiante, a diversidade e a criatividade, através de uma programação plural dirigida a todos os públicos.

O DJINTIS reuniu 14 países e territórios, distribuídos por 4 continentes – África, Europa, América do Sul e Caraíbas – num total de 35 atividades, com a participação de 134 artistas e 1 438 espetadores e formandos, afirmando o festival como um lugar de encontro e circulação de vozes, corpos e imaginários! Uma plataforma de cooperação artística internacional enraizada no Sul global e aberta ao diálogo intercontinental.

O DJINTIS – Festival Internacional de Artes Cénicas de Bissau é uma iniciativa do Ur-GENTE – Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau, projeto promovido pela ONGD VIDA. Desde 2022, o Ur-GENTE tem vindo a consolidar um trabalho continuado de formação, criação, programação e circulação artística, com forte compromisso comunitário e impacto nacional e internacional.

O DJINTIS – Festival Internacional de Artes Cénicas de Bissau é financiado pelo Camões, I.P., e cofinanciado pela Câmara Municipal de Almada, pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), pelo Institut Français e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD GuinéBissau).

2ª edição DJINTIS 2025 | Terra-Fogo

Entre 17 de novembro e 7 de dezembro de 2025, a 2.ª edição do DJINTIS – Festival Internacional de Artes Cénicas de Bissau voltou a abrir espaço ao encontro, à escuta e à criação, celebrando a diversidade das artes cénicas como gesto coletivo de presença e imaginação partilhada.

O festival aconteceu num tempo exigente. Um incidente político atravessou o quotidiano da cidade e obrigando a reajustar ritmos, horários e percursos. Algumas atividades não puderam acontecer como previsto. Ainda assim, o DJINTIS, acompanhado pelos artistas e público, não parou. Adaptou-se ao território, escutou o contexto e seguiu em frente, afirmando a arte como lugar de resistência sensível de cuidado e continuidade.

A 2ª edição, sob o tema Terra-Fogo, enquadrada no projeto “Ur-GENTE, Centro de Formação em Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau”, acolheu uma programação diversa e vibrante que incluiu teatro, dança, cinema, slam poetry, música ao vivo, sessões de contos para crianças, exibição de documentários e workshops formativos. Artistas e companhias, nacionais e internacionais, apresentaram as suas criações a novos públicos e partilharam momentos formativos abertos à comunidade, reafirmando a arte como território de consciência e resistência, que abre e expande novos modos de pensar, sentir e agir.

Acompanhe de perto o DJINTIS!

Programação 2025

17 novembro | seg

O Ator-Contador | Formação | Théâtre Spirale / Patrick Mohr

17 a 21 novembro 2025 | 10h-13h
Com apresentação pública de resultados a 22 novembro

Formador: Patrick Mohr | Suiça/Senegal
Produção: Théâtre Spirale

Local: Centre Culturel Franco-Bissau-Guinéen (CCFBG)
Classificação etária: Maiores de 18 anos | Limitado a 20 pessoas
Língua: Francês com tradução consecutiva em crioulo/português
Inscrições: (+245) 956 030 017 (WhatsApp) ou urgente.bissau@gmail.com
Apoios: Pro Helvetia Suisse e Pro Helvetia Johannesburg – Swiss Arts Council

Sinopse: Inspirada na pedagogia de Jacques Lecoq, a oficina de formação “O Ator-Contador” convida intérpretes e criadores das artes da cena e da palavra a explorar, entre corpo e voz, as múltiplas formas de narrar – um espaço de experimentação onde gesto, ritmo e imaginação se unem para dar vida às histórias.

Formação Integrada em Teatro, Criação e Comunidade | Nuno Cardoso

17 a 21 novembro 2025 | 14h-16h
Com apresentação pública de resultados a 22 novembro

Formador: Nuno Cardoso | Portugal

Local: Centro Cultural de Quelelé
Classificação etária: Maiores de 16 anos | Para atores, encenadores, dramaturgos, educadores artísticos, mediadores culturais e estudantes de teatro, jovens artistas em formação
Língua: Português
Inscrições: (+245) 956 030 017 (WhatsApp) ou urgente.bissau@gmail.com
Apoio: Centro Cultural Português em Bissau

Sinopse: A presença de Nuno Cardoso (encenador e ex-diretor artístico do Teatro Nacional São João) no DJINTIS 2025 nasce da parceria com o Centro Cultural Português/Camões, IP, fruto de uma chamada telefónica entre Paula Matos da Costa, Carolina Rodrigues e o próprio Nuno Cardoso: um encontro de vozes e vontades que reconheceu, nesse diálogo espontâneo, a oportunidade de aproximar a criação teatral portuguesa do contexto artístico emergente da Guiné-Bissau.

Esta formação propõe um percurso que atravessa as diferentes dimensões da criação teatral – do corpo à palavra, da dramaturgia à relação com a comunidade. A oficina articula cinco módulos interligados: interpretação, encenação, dramaturgia, trabalho comunitário e criação com crianças. Cada participante é convidado a experimentar o teatro como espaço de encontro, jogo e invenção coletiva. A formação culmina com uma apresentação livre, resultado dos exercícios e processos criativos desenvolvidos ao longo dos encontros.
Mais do que um laboratório técnico, esta formação é uma celebração do teatro como arte viva e comunitária – um espaço para despertar o corpo, a voz e a imaginação, e repensar o papel do criador no mundo.

18 novembro | ter

Abertura oficial 2ª edição DJINTIS

18 novembro 2025 | 17h-20h
Mediante convite

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau

  • Espetáculo de Mandjuandadi | Música e dança tradicional
    Amizade Ka Facil | Guiné-Bissau
  • Máscaras: linguagem da terra, corpo da festa | Artes Plásticas
    Faustino Gomes | Guiné-Bissau
  • Inauguração “Kalunga: A Serpente Atlântica” | Artes Plásticas
    Integrado no Projeto Rota dos Tambores do Atlântico (RTA) – iniciativa da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI)
    Nuno Tavares (mentor, cocriador e curador) & Coletivo Galeria Jovem (Jaqui dos Santos, Augusto Na M’Bim, Wilson Geraldo)
  • Nó Raiz | Dança tradicional, acrobacia e teatro
    Academia Fabondi | Guiné-Bissau

19 novembro | qua

Dr. Raimundo | Teatro para a Infância | Coletivo Justina

19 novembro 2025 | 15h (90 min.)

Takaiúna | Coletivo Justina| Brasil

Local: Instituto Guimarães Rosa em Bissau
Classificação etária: Crianças maiores de 3 anos, educadores e professores
Língua: Português
Apoio: Instituto Guimarães Rosa e Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau

Sinopse: Raimundo é um menino diferente das outras crianças, por isso ninguém quer brincar com ele. Não têm amigos na escola e nem na rua onde mora, sem ter ninguém para conversar, o Raimundo criou para si uma terra maravilhosa, chamada Tatipirum. Nesse lugar cheio de encantos, Raimundo nos leva a conhecer outros meninos iguais a ele, a princesa Takaiúna e alguns mitos da cultura popular brasileira.

Atuação: Takaiúna
Dramaturgia: Clarice Costa e Takaiúna
Livro cenográfico e bonecos: Guilherme Oliveira
Figurino: Brazimar Rodrigues
Preparação de voz: Claudia Costa
Preparação física: Edimílson Braga
Produção: Pablo Lopes
Direção: Clarice Costa

20 novembro | qui

Dramaturgias Emergentes | Formação | Takaiúna

20 e 22 novembro 2025 | 09h-13h
Com apresentação pública de resultados a 22 novembro | 09-19h

Formador: Takaiúna | Brasil

Local: Instituto Guimarães Rosa
Classificação etária: Maiores de 16 anos | Para Artistas e não artistas que desejem exercitar a escrita de narrativas para a cena
Língua: Português
Inscrições: (+245) 956 030 017 (WhatsApp) ou urgente.bissau@gmail.com
Apoio:Instituto Guimarães Rosa e Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau

Sinopse:Criada pelo Coletivo Justina, a Dramaturgias Emergentes é uma tecnologia social que propõe uma abordagem diferenciada na escrita e na criação teatral. O método explora múltiplos territórios, como o texto dramatúrgico, a gestão afetiva, os SabereS e a comunicação, resultando em um processo criativo mais inclusivo, experimental e conectado com a realidade social e cultural.

Dr. Raimundo | Teatro para a Infância | Coletivo Justina

20 novembro 2025 | 15h (90 min.)

Takaiúna | Coletivo Justina| Brasil

Local: Instituto Guimarães Rosa em Bissau
Classificação etária: Crianças maiores de 3 anos, educadores e professores
Língua: Português
Apoio: Instituto Guimarães Rosa e Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau

Sinopse: Raimundo é um menino diferente das outras crianças, por isso ninguém quer brincar com ele. Não têm amigos na escola e nem na rua onde mora, sem ter ninguém para conversar, o Raimundo criou para si uma terra maravilhosa, chamada Tatipirum. Nesse lugar cheio de encantos, Raimundo nos leva a conhecer outros meninos iguais a ele, a princesa Takaiúna e alguns mitos da cultura popular brasileira.

Atuação: Takaiúna
Dramaturgia: Clarice Costa e Takaiúna
Livro cenográfico e bonecos: Guilherme Oliveira
Figurino: Brazimar Rodrigues
Preparação de voz: Claudia Costa
Preparação física: Edimílson Braga
Produção: Pablo Lopes
Direção: Clarice Costa

A Caminhada dos Elefantes | Teatro | Formiga Atómica

20 novembro 2025 | 20h (50 min.)

de Miguel Fragata e Inês Barahona / Formiga Atómica | Portugal

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público a partir dos 6 anos
Língua: Português

Sinopse: A Formiga Atómica, fundada por Inês Barahona e Miguel Fragata, é hoje uma das companhias mais singulares do teatro contemporâneo português, cruzando criação artística, pensamento crítico e diálogo com o público jovem. Os seus espetáculos, apresentados em vários países, abordam temas universais com profundidade e leveza, convidando crianças e adultos a refletirem sobre o mundo que habitam.

Na sua primeira apresentação na Guiné-Bissau, a companhia apresenta A Caminhada dos Elefantes, a história de um homem e de uma manada de elefantes que, após a morte do homem, fazem uma longa viagem até à sua casa para lhe prestar a última homenagem – não era um homem qualquer, era um deles. Com delicadeza e humor, o espetáculo fala sobre a vida, a morte e o caminho das despedidas, inspirado num trabalho de pesquisa com cerca de 200 crianças entre os 6 e os 10 anos, cujas palavras e visões serviram de base à criação.

Um gesto poético de escuta e partilha, que nos recorda que pensar a morte é, afinal, uma das formas mais profundas de celebrar a vida.

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

21 novembro | sex

A Caminhada dos Elefantes | Oficina para crianças | Formiga Atómica

21 novembro 2025 | 10h-12h

Formador: Formiga Atómica | Portugal

Local: Centro Cultural Português
Classificação etária: Crianças entre 8 e 10 anos (máx. 25)
Língua: Português

Sinopse: Nesta oficina enterramos um pássaro morto. No início, contamos a sua história. Discutimos a morte a partir de experiências vividas de perda de animais. Trocamos ideias sobre como podemos viver o luto e qual a sua importância. Criamos uma “caixa de ferramentas” para lidar com a morte.

Por fim, preparamos a nossa despedida ao passarinho, e quando possível, enterramo-lo na escola ou no teatro (ao ar livre, num espaço natural). Se não for possível, fazemos um cemitério improvisado, com uma caixa de cartão com terra.

Produção e Gestão Cultural: Práticas, Estruturas e Sustentabilidade | Conversa / Workshop

21 novembro 2025 | 16h-18h

Formador: Nuno Cardoso | Portugal

Local: Centro Cultural Português
Classificação etária: Maiores de 18 anos | Artistas, gestores culturais, estudantes e profissionais do setor artístico
Língua: Português

Descrição: Encenador, ator e pedagogo, Nuno Cardoso é uma das figuras mais marcantes do teatro português contemporâneo. Fundador da companhia Ao Cabo Teatro e ex-diretor artístico do Teatro Nacional São João (TNSJ), construiu uma trajetória de reflexão e prática em torno da criação coletiva, da sustentabilidade e das políticas culturais.

Nesta conversa, conduzida em tom aberto e participativo, Nuno partilha a sua experiência entre teatro independente e teatro público, abordando temas como a estrutura e funcionamento de companhias como Visões Úteis e Ao Cabo Teatro; gestão e programação de um teatro público (TNSJ); planeamento de temporadas, produção executiva e mediação cultural; sustentabilidade e políticas culturais contemporâneas; finalizando com um exercício prático de desenhar uma mini estrutura teatral, com equipa e missão.

Uma oportunidade para mergulhar na prática viva de um criador que pensa o teatro como território de aprendizagem, resistência e imaginação coletiva.

Ciclo de cinema curatorial Terra-Fogo | Princesa Makuta

21 novembro 2025 | 20h (90 min.)
CICLO DE CINEMA CURATORIAL TERRA-FOGO por Catarina Laranjeiro e Maíra Zenun

PRINCESA MAKUTA
Filme seguido de debate com Mamadú Djaló e Baldir Baldé
Realização: Ami Ku Nha Sunhu
Duração: 40 min | Classificação: +12 anos

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau

Sinopse: Inspirado em factos reais, Princesa Makuta conta a história de uma jovem princesa do reino Pata na Tchom, privada de viver a sua juventude. O destino muda quando se apaixona por N’timis, um pescador lendário cuja fama atravessa mares e fronteiras. Entre o amor e o dever, a narrativa transforma-se num drama de paixão proibida, onde o coração e a tradição entram em conflito, pondo em causa o equilíbrio do reino e o destino dos seus herdeiros.

O filme é uma criação da Companhia Ami Ku Nha Sunhu, grupo de jovens artistas sediado na Guiné-Bissau, fundado por Mamadú Djaló, Bruno Sunhadur e Baldir Baldé, dedicado ao teatro e ao cinema. A companhia estreou o filme Princesa Makuta no Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, em 13 de julho de 2023, afirmando-se como uma das vozes emergentes mais promissoras do panorama artístico guineense.

Com um olhar poético e social sobre as dinâmicas do poder e da liberdade, Princesa Makuta reflete sobre a condição feminina, a força do amor e o preço das convenções, numa obra que une juventude, tradição e desejo de transformação.

Realização: Companhia Ami Ku Nha Sunhu
Fundadores: Mamadú Djaló, Bruno Sunhadur e Baldir Baldé
Elenco e equipa técnica: Ami Ku Nha Sunhu

22 novembro | sáb

As Seis Mulheres de Amílcar | Teatro e dança | Raiz di Poilon

22 novembro 2025 | 20h (60 min.)

Companhia de Dança Raiz di Poilon | Cabo Verde

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Apoio: Fundação Amílcar Cabral e Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde

Sinopse: Sob a criação e direção de Mano Preto, com direção musical de Mário Lúcio Sousa, o espetáculo convida-nos a acompanhar a jornada íntima e coletiva de seis mulheres que marcam o percurso de uma vida. A-través de corpo, música e luz (desenho de luz por Nilton Évora) — interpretado pelos próprios Mano Preto (José Brandão) e Nádia Monteiro Nanque — somos levados por Iva Pinhel Évora, Maria Helena, Iva Maria, Ana Luísa, Ana Maria e Indira Abel: mães, filhas, companheiras, radicadas em lugares distintos do mundo e da memória.

Cada uma dessas mulheres nasce para colocar “a sua pedra na construção de um caminho” — o da ancestralidade, da diáspora, do amor e da luta. Desde os batuques de Santiago, o funaná, a tabanka, às morna e cola das noites em São Vicente; desde Lisboa e a poesia, aos caminhos do mundo — Marrocos, China, Estados Unidos, Suécia — até à guerrilha, à saudade, à revolução, à espera, à fé e ao caos.

Neste espetáculo, o corpo torna-se alegoria e arquivo: recorda, reclama, transita. A dança contemporânea com matriz cabo-verdiana da companhia Raiz di Polon revela-se como veículo de memória e transformação, onde as mulheres evocadas não são apenas testemunhas, mas protagonistas de uma narrativa que atravessa geografia, tempo e identidade.

Conceção, Coreografia, adereços, figurinos e direção artística: Mano Preto
Direção Musical e música original: Mário Lúcio Sousa
Intérpretes: Mano Preto (José Brandão), Nádia Monteiro Nanque
Desenho de Luz: Nilton Évora

24 novembro | seg

Le Silence des Tabous | Residência de criação | Youle Compagnie

24 a 29 novembro 2025 | 09h-18h
Residência fechada

Formador: Youle Compagnie | França / República do Congo

Local: Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense

Sinopse: Entre o íntimo e o coletivo, “Le Silence des Tabous” é uma criação que nasce do encontro entre África, Caraíbas e Europa, e que mergulha nas memórias da escravidão e dos seus ecos contemporâneos. Escrita e encenada por Ulrich N’Toyo, artista, contador e fundador da Youle Compagnie, a obra constrói-se como um rito de passagem: um espaço onde o silêncio dá lugar à palavra e a dor se transforma em celebração.

A residência em Bissau, acolhida por Paul Barascut e pelo Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, representa a etapa final de criação antes da estreia do espetáculo. Durante esta imersão, a equipa artística – composta por intérpretes de diferentes territórios afro-diaspóricos – dá corpo e voz a uma dramaturgia que atravessa séculos e oceanos, reinventando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Ao longo de seis dias de trabalho intensivo, o grupo ultima a apresentação de uma obra que questiona as heranças coloniais, os rituais de cura e o poder transformador do teatro como espaço de memória, libertação e reconciliação.

Acolhimento: Paul Barascut – Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense
Criação: Youle Compagnie (França / República do Congo)
Direção e texto: Ulrich N’Toyo
Produção: Youle Compagnie

Criação laureada “Des mots à la scène” – Institut Français 2025

Formação e Criação em Território | Nuno Cardoso

24 e 25 novembro 2025 | 10h-18h

Formador: Nuno Cardoso | Portugal

Local: Centro de Promoção Humana – Quinhamel
Público-alvo: Atores, encenadores, criadores, estudantes e membros de comunidades artísticas
Número de participantes: 20

Descrição: Uma formação imersiva e uma viagem cultural, desenhada como uma experiência de encontro entre criação, território e comunidade. Em Quinhamel — num espaço rodeado de natureza, com um auditório em construção e o acolhimento generoso do Frei italiano que dirige o Centro de Promoção Humana — os participantes viverão dois dias intensivos de aprendizagem, prática e reflexão teatral.

A proposta combina momentos de formação técnica com dinâmicas coletivas e partilhas locais, numa atmosfera de simplicidade, escuta e criação partilhada.

Sacralidade | Dança Contemporânea | Raiz di Poilon

24 novembro 2025 | 20h (30 min.)

Companhia de Dança Raiz di Poilon | Cabo Verde

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Apoio: Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde

Sinopse: Sacralidade nasce como um grito e um gesto de cura. Perante um mundo assolado por guerras e injustiças – da República Centro-Africana a Gaza, de Israel à Ucrânia – uma mulher chora, dança e resiste. Sozinha no palco, Rosy Timas move-se dentro de um círculo de terra, símbolo dos ciclos vitais de nascimento, morte e renascimento, evocando o equilíbrio frágil entre a destruição e a regeneração.

A música repete-se num movimento hipnótico, enquanto o corpo oscila entre a violência e o desejo de cura. A voz sussurra uma liturgia ancestral, onde a cultura – expressão da identidade humana – se confunde com a natureza, fonte de vida e regeneração. A terra torna-se o espaço do sagrado: lugar onde o corpo retorna para alimentar o ciclo perpétuo da existência.

Em Sacralidade, a criadora e bailarina Rosy Timas evoca a necessidade de reencontrar o espiritual no humano, explorando o poder de resistência das mulheres, a beleza da vida e a ligação ao divino como força vital de transformação. Este solo é também um tributo aos 50 anos da libertação de Cabo Verde, e um convite à introspeção sobre o sagrado que habita em cada um de nós.

Criação e interpretação: Rosy Timas
Desenho de luz: Péricles Silva
Cenografia: Rosy Timas
Apoio à criação: Sayonara Brandão
Produção: Projeto TRI*PÉ | Jeff Hessney

25 novembro | ter

A Arte de Contar Histórias | Formação | Ulrich N'toyo / Youle Compagnie

25 novembro 2025 | 15h-19h

Ulrich N’Toyo / Youle Compagnie | França / República do Congo

Local: Centro Cultural Franco Bissau Guineense (Galeria)
Público-alvo: Educadores, artistas, contadores de histórias, animadores socioculturais, estudantes de teatro e profissionais das áreas da cultura, comunicação e educação interessados em explorar a narração oral como ferramenta de criação, mediação e transmissão de saberes
Limitado a 25 participantes
Inscrições: (+245) 956 030 017 (WhatsApp) | urgente.bissau@gmail.com

Descrição: Nesta oficina, o encenador e contador Ulrich N’Toyo conduz uma imersão na arte de narrar como espaço de criação, educação e partilha. A partir de exercícios de corpo, voz e imaginação – aplicáveis também em contextos educativos, os participantes exploram o poder da narração oral e o papel do contador na transmissão de memórias e saberes.

L'Arbre et Moi | Teatro | Théâtre Spirale / Patrick Mohr

25 novembro 2025 | 19h (70 min.)
Théâtre Spirale / Patrick Mohr | Suiça / Senegal

Local: Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense
Classificação etária: Todas as idades
Língua: Francês (com mediação para o público local)
Apoio: Pro Helvetia Suisse e Pro Helvetia Johannesburg – Swiss Arts Council

Sinopse: A Árvore em Mim é um espetáculo poético e filosófico onde histórias pessoais, mitos, contos de fadas e narrativas científicas se entrelaçam num mergulho onírico à procura das origens. Com humor e sensibilidade, Patrick Mohr conduz o público por uma viagem iniciática ao coração do “duplo infantil”, evocando o entrelaçar das raízes das árvores, a comunicação subterrânea entre micélios e o eco ancestral das florestas.

Inspirado em Pando, a árvore milenar de oitenta mil anos — o maior e mais antigo organismo vivo conhecido —, o espetáculo reflete sobre a interdependência entre seres humanos, plantas e animais, celebrando a inteligência do mundo vivo.

É uma obra que transita entre o íntimo e o universal, conduzindo o espectador a um espaço de encantamento, sabedoria e comunhão com a natureza.

Kali e a Cabaça | Ciclo Artistas Emergentes / Produção Ur-GENTE

25 novembro 2025 | 20h (50 min.)

Criação de Ami Ku Nha Sunhu em coprodução com Nakasadarte | Guiné-Bissau
Ciclo Artistas Emergentes | Produção Ur-GENTE

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores 16 anos

Sinopse: Kali e a Cabaça conta a história de Kali, um menino órfão herdeiro de duas cabaças cheias de sementes. Depois de um sono profundo, uma voz em sonho anuncia-lhe o início de uma jornada: compreender o poder e o mistério dessas cabaças, que podem unir e salvar África. Ao longo da sua travessia, Kali encontra sábios e espíritos ancestrais que o guiam na descoberta do valor simbólico e espiritual da cabaça — recipiente da memória, da vida e da regeneração. Entre o real e o onírico, o espetáculo tece uma metáfora poética sobre herança, sabedoria e resistência, onde o objeto sagrado se torna ponte entre o passado e o futuro, entre os vivos e os mortos.

Uma criação de forte carga simbólica e identitária que afirma a vitalidade das artes cénicas guineenses e o papel do teatro como instrumento de transformação cultural.

Encenação: Mamadú Djaló
Texto e música: Ramiro Naka
Direção técnica: Justino Monteiro & Edison Sicó
Luz: Justino Monteiro
Som: Edilson Sicó
Produção: Ami Ku Nha Sunhu & Nakasadarte

Ami Ku Nha Sunhu é um grupo de jovens criadores sediado em Bissau, fundado a 6 de julho de 2020 por Mamadú Djaló, Bruno Sunhadur e Baldir Baldé. Com uma atuação que atravessa o teatro e o cinema, o coletivo afirma o potencial criativo da Guiné-Bissau e o compromisso com a formação e valorização de artistas locais.

A sua missão é usar a arte como ferramenta de transformação social, educativa e cultural, explorando temas de identidade, comunidade e memória. A companhia tem participado em diversos festivais nacionais e regionais, formando novas gerações de atores e contribuindo para o fortalecimento do panorama artístico guineense.

26 novembro | qua

L'Arbre et Moi | Teatro | Théâtre Spirale / Patrick Mohr

26 novembro 2025 | 16h (70 min.)
Théâtre Spirale / Patrick Mohr | Suiça / Senegal

Local: Centro de Promoção Humana (Quinhamel)
Classificação etária: Todas as idades
Língua: Francês (com mediação para o público local)
Apoio: Pro Helvetia Suisse e Pro Helvetia Johannesburg – Swiss Arts Council

Sinopse: A Árvore em Mim é um espetáculo poético e filosófico onde histórias pessoais, mitos, contos de fadas e narrativas científicas se entrelaçam num mergulho onírico à procura das origens. Com humor e sensibilidade, Patrick Mohr conduz o público por uma viagem iniciática ao coração do “duplo infantil”, evocando o entrelaçar das raízes das árvores, a comunicação subterrânea entre micélios e o eco ancestral das florestas.

Inspirado em Pando, a árvore milenar de oitenta mil anos — o maior e mais antigo organismo vivo conhecido —, o espetáculo reflete sobre a interdependência entre seres humanos, plantas e animais, celebrando a inteligência do mundo vivo.

É uma obra que transita entre o íntimo e o universal, conduzindo o espectador a um espaço de encantamento, sabedoria e comunhão com a natureza.

27 novembro | qui

L'Arbre et Moi | Teatro | Théâtre Spirale / Patrick Mohr

27 novembro 2025 | 10h (70 min.)
Théâtre Spirale / Patrick Mohr | Suiça / Senegal

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todas as idades
Língua: Francês (com mediação para o público local)
Apoio: Pro Helvetia Suisse e Pro Helvetia Johannesburg – Swiss Arts Council

Sinopse: A Árvore em Mim é um espetáculo poético e filosófico onde histórias pessoais, mitos, contos de fadas e narrativas científicas se entrelaçam num mergulho onírico à procura das origens. Com humor e sensibilidade, Patrick Mohr conduz o público por uma viagem iniciática ao coração do “duplo infantil”, evocando o entrelaçar das raízes das árvores, a comunicação subterrânea entre micélios e o eco ancestral das florestas.

Inspirado em Pando, a árvore milenar de oitenta mil anos — o maior e mais antigo organismo vivo conhecido —, o espetáculo reflete sobre a interdependência entre seres humanos, plantas e animais, celebrando a inteligência do mundo vivo.

É uma obra que transita entre o íntimo e o universal, conduzindo o espectador a um espaço de encantamento, sabedoria e comunhão com a natureza.

28 novembro | sex

Apeadeiro | Teatro | Nuno Cardoso

28 novembro 2025
Nuno Cardoso | Portugal

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 14 anos
Língua: Português

Sinopse: Apeadeiro é um espetáculo que nasce da imagem de um lugar de passagem – uma estação entre o que chega e o que parte, entre o que se recorda e o que se transforma. Em cena, Nuno Cardoso propõe uma meditação poética sobre o tempo, a memória e a espera, explorando a solidão e o encontro como experiências fundamentais da condição humana. O palco torna-se um espaço liminar onde o quotidiano se mistura com o sonho: gestos simples, fragmentos de histórias e ecos de vozes constroem uma paisagem emocional em permanente movimento.

Apeadeiro é um convite à escuta – do silêncio, do outro, e do instante que separa o que fomos daquilo que ainda podemos ser.

Criação e Encenação: Nuno Cardoso
Interpretação: Nuno Cardoso
Cenografia e Espaço Cénico: Equipa do Teatro Nacional São João
Iluminação: João Mota
Som: Ricardo Pinto
Produção: Teatro Nacional São João

29 novembro | sáb

Le Silence des Tabous | Teatro | Youle Compagnie

29 novembro 2025 | 19h (70 min)
Formador: Youle Compagnie | França / República do Congo

Local: Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense

Sinopse: Entre o íntimo e o coletivo, “Le Silence des Tabous” é uma criação que nasce do encontro entre África, Caraíbas e Europa, e que mergulha nas memórias da escravidão e dos seus ecos contemporâneos. Escrita e encenada por Ulrich N’Toyo, artista, contador e fundador da Youle Compagnie, a obra constrói-se como um rito de passagem: um espaço onde o silêncio dá lugar à palavra e a dor se transforma em celebração.

A residência em Bissau, acolhida por Paul Barascut e pelo Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, representa a etapa final de criação antes da estreia do espetáculo. Durante esta imersão, a equipa artística – composta por intérpretes de diferentes territórios afro-diaspóricos – dá corpo e voz a uma dramaturgia que atravessa séculos e oceanos, reinventando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Ao longo de seis dias de trabalho intensivo, o grupo ultima a apresentação de uma obra que questiona as heranças coloniais, os rituais de cura e o poder transformador do teatro como espaço de memória, libertação e reconciliação.

Acolhimento: Paul Barascut – Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense
Criação: Youle Compagnie (França / República do Congo)
Direção e texto: Ulrich N’Toyo
Produção: Youle Compagnie

Criação laureada “Des mots à la scène” – Institut Français 2025

30 novembro | dom

Sessão de Contos para crianças e famílias | Atchô Express

30 novembro 2025 | 10h-11h30

Atchô Express | Guiné-Bissau

Local: Centro Cultural Netos de Bandim
Público-alvo: Crianças, famílias e comunidade local

Sinopse: Quando se contam histórias na minha África, na minha Guiné-Bissau, os olhos falam com os ouvidos e a boca viaja no silêncio. Nesta sessão de contos, Atchô devolve à comunidade a ancestral tradição da narração oral africana — histórias curtas, linguagem simples, cheias de ensinamentos, humor, memória e sabedoria. São narrativas que atravessam gerações e povos, transmitidas de avós para netos, de mestres para aprendizes, de vozes para corações. Entre animais que pensam, espíritos que aconselham e crianças que descobrem o mundo, os contos convidam o público a entrar num espaço de imaginação partilhada onde tudo é possível: aprender a partir do riso, encontrar coragem no espanto e reconhecer-se nas histórias dos outros.

Uma roda de palavra viva, que celebra a beleza de ouvir — e de ser tocado — pelas histórias que nos fazem povo.

Sobre o Contador de Histórias – Atchô Express: Pseudónimo de Atcho Express, Jacinto João António Mango dos Santos é ator, contador de estórias, jornalista, realizador de documentários e ativista cultural guineense, nascido em 1976 em Bolama-Bijagós. Mestre em Teatro, com especialização em Teatro e Comunidade pela Escola Superior de Teatro e Cinema (Portugal), é um artista multifacetado cuja obra se inspira profundamente no seu povo e na tradição oral. Iniciou o percurso artístico nos anos 90, entre o liceu e a igreja católica, tornando-se o primeiro homem-estátua da Guiné-Bissau. Fundador e diretor do Teatro Confuso, é também mentor da Republika di Guiné Kultural, um projeto-país simbólico dedicado à criação, imaginação e identidade.

A sua prática artística combina humor, política, memória e espiritualidade, fazendo de Atchô uma das vozes mais singulares da cena cultural guineense.

Ciclo Artistas Emergentes / Produção Ur-GENTE | Nô Kunsi Slam - Poesia Performativa

30 novembro 2025 | 18h30 (60 min.)

CICLO ARTISTAS EMERGENTES / Produção Ur-GENTE
Nô Kunsi Slam – Poesia Performativa | Slam Poetry

Poetas e intérpretes:Kraniu di Ouru, Anjo Babu e Fátima Solange Injai
Local:
Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 14 anos

Sinopse: O Nô Kunsi Slam é uma noite de poesia performativa que celebra a palavra dita como ato de libertação e resistência. Sob a curadoria e condução de Baldir Baldé, poeta e slammer guineense, esta sessão reúne vozes da nova geração de artistas que fazem do verbo uma arma criativa, um espaço onde o corpo, o som e a emoção se entrelaçam num diálogo intenso com o público.

Entre performances autorais, improvisos e ecos de denúncia e esperança, o Kunsi Slam transforma o Ur-GENTE num território de expressão livre, onde cada poema é fogo e cada voz um gesto de pertença.

1 dezembro | seg

Le Silence des Tabous | Teatro | Youle Compagnie

1 dezembro 2025 | 19h (70 min.)

Youle Compagnie | França / República do Congo

Local: Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Idioma: Francês (com mediação para o público local)

Sinopse: Le Silence des Tabous é uma travessia entre o corpo, a palavra e a memória. Inspirada em histórias reais e mitos africanos, a obra mergulha nas zonas silenciosas da experiência humana — os medos, as violências e as feridas que atravessam gerações. Com uma linguagem híbrida que une teatro físico, música e narração oral, Ulrich N’Toyo conduz um ritual cênico onde o íntimo se torna coletivo. O espetáculo questiona o peso do não-dito e a herança de sistemas que tentaram apagar identidades e vozes, transformando o palco num espaço de cura, resistência e reconciliação.

Criada em processo de residência artística em Bissau, com acolhimento do Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense e curadoria de Paul Barascut, esta obra é o culminar de um percurso de pesquisa e criação iniciado no Congo e em França, distinguido pelo prémio “Des Mots à la Scène” do Institut Français.

Texto, encenação e interpretação: Ulrich N’Toyo
Criação e produção: Youle Compagnie (França / República do Congo)
Créditos: Instituto Francês, Apoio da Comissão Internacional de Teatro Francófono para o Programa de Criação/Circulação – Componente de Criação, Auxílio para residência – DRAC Normandia, Subsídio de Mobilidade – Cidade de Rouen, OTHNI – Laboratório de Teatro de Yaoundé (Camarões), Espaço Cultural Yaro (Pointe-Noire – Congo), Casa Universitária (Mont-Saint-Aignan – França), Teatro Tanit (Lisieux – França), CITF, Préfet de la Région de Normandie.

2 dezembro | ter

O Corpo como Dramaturgia | Formação | Cybelline de Souza / Théâtre au Compteur

2 a 5 dezembro 2025 | 9h-13h

Formadora: Cybelline de Souza / Théâtre au Compteur | Benim / Suiça

Local: Centro Cultural Netos de Bandim
Público-alvo: Profissionais e amadores de teatro e dança, estudantes e criadores interessados em explorar a fisicalidade como estrutura dramatúrgica e espaço de invenção cénica
Limitado a 16 participantes

Descrição: Esta formação propõe uma imersão no corpo como fonte de escrita e pensamento cénico. Entre o teatro e a dança, Le corps comme dramaturgie questiona: como deixar o corpo ocupar o espaço teatral? E quando as palavras se apagam, o que resta do teatro? Através de exercícios de presença, improvisação e escuta, os participantes exploram o corpo como texto vivo — um lugar de memória, emoção e imaginação. O trabalho de Cybelline de Souza parte da experiência física como origem da dramaturgia, convidando cada intérprete a descobrir o gesto como narrativa e o movimento como linguagem poética.

Destinada a profissionais e amadores, atores e dançarinos, esta oficina é um espaço de criação partilhada, onde a palavra cede lugar ao corpo e o corpo se torna pensamento em ação.

Sobre a Formadora: Cybelline E. M. de Souza é atriz, bailarina e encenadora beninense. Licenciada em Art et Technique Théâtrale pela École Internationale de Théâtre du Bénin (EITB, 2014) e mestre em Théâtre Physique pela Academia Teatro, na Suíça (2023). Membro fundadora da Compagnie Théâtre au Compteur, ganhou destaque com Sept Milliards de Voisins de Giovanni Houansou (2017), obra apresentada em vários festivais internacionais.

Explora a fusão entre teatro e dança, inspirando-se em mestres como Richard Adossou, Germaine Sikota, Marcel Gbeffa, Wendy Jehlen, Raul Vargas Torres e Gaia Saitta. O seu trabalho centra-se na redescoberta do corpo como fonte de dramaturgia, onde os movimentos se tornam palavras e o gesto, pensamento.

Racines de Vies | Dança | Babacar Mané & Shelly Ohene-Nyako

2 dezembro 2025 | 19h (35 min.)

Espetáculo seguido de conversa com o público
Babacar Mané | Senegal & Shelly Ohene-Nyako | Gana / Suíça

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 12 anos

Sinopse: Em Racines de Vies, o corpo é um mapa de forças cósmicas e humanas. A partir das suas cartas natais – surpreendentemente semelhantes – os intérpretes Babacar Mané (Senegal) e Shelly Ohene-Nyako (Gana / Suíça) exploram a dança como espelho da ligação entre o consciente e o inconsciente, o masculino e o feminino, o ser e o parecer. Entre astrologia e movimento, os quatro elementos – fogo, terra, ar e água – tornam-se qualidades de gesto e energia. No espaço cénico, o branco e o negro desenham territórios de luz e sombra, enquanto o corpo revela as raízes invisíveis que nos unem.

Racines de Vies é uma meditação coreográfica sobre compatibilidade, relação e alteridade: uma dança entre dois corpos que se reconhecem nas suas diferenças, procurando compreender o que funda e sustenta a vida.

Conceito, coreografia e interpretação: Babacar Mané & Shelly Ohene-Nyako
Luzes: Andrea Corti
Mapping: Sophie Le Meillour
Música: Azizie, Ibaaku & Chineze
Figurinos: Alina Maria
Duração: 35 min
Apoios: CND – Centre National de la Danse (Paris) e Théâtre PimOff (Milão)

Nota de Intenção: A criação nasce de uma curiosidade partilhada: compreender como as forças astrais e os elementos da natureza se refletem nas nossas personalidades e movimentos. Entre a filosofia e o gesto, Racines de Vies transforma o palco num espaço de diálogo entre corpos e constelações, propondo uma reflexão sobre o equilíbrio entre o Yin e o Yang, entre a consciência e o mistério.

3 dezembro | qua

SER HUMUS / Corpo e Pulsão Vital | Formação performativa imersiva | Angélica Riquelme

3 e 4 dezembro 2025 | 14h-18h

Formadora: Angélica Alejandra Riquelme Recabal | Chile

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Público-alvo: Artistas, performers, curadores, jovens criadores e estudantes de artes cénicas interessados em investigar o corpo como território de memória, criação e transformação, e em desenvolver práticas que cruzam arte, ecologia simbólica e espiritualidade
Limitado a 10 participantes

Descrição: Formação imersiva e dialógica que propõe um encontro de troca de experiências, saberes e práticas de exploração performativa, dirigida a artistas, jovens criadores e estudantes de artes cénicas. Inspirada nos elementos Terra e Fogo, a oficina propõe um ato de memória e descolonização das expressões artísticas, explorando o corpo, a ancestralidade e a pulsão vital como forças criativas e regeneradoras.

Entre diálogos teóricos, práticas corporais e processos de composição, os participantes são convidados a mergulhar na memória ancestral e a criar um ato de compostagem performativa, entendendo o humano como húmus – matéria viva que se transforma e renasce.

Filhos do Meio - Hip Hop à Margem | Filme documentário e conversa

3 dezembro 2025 | 18h-20h

Filme documentário e conversa online com Luís Almeida, Ricardo Farinha e Daniel Freitas

Local: Centro Cultural Português

Coordenado por Ricardo Farinha, em colaboração com Rui Miguel Abreu, Francisco Freitas e Daniel Freitas. O design gráfico do livro ficou a cargo de Chikolaev (também envolvido no projeto global).

Realização e Edição (documentário): Luís Almeida
Produção Executiva: Daniel Freitas
Organização: Rita Dray (CMA)
Promotor/Entidade Parceira: Câmara Municipal de Almada

Sinopse: Entre a memória e a pulsação urbana, Filhos do Meio – Hip Hop à Margem é um projeto que nasce do desejo de fixar e devolver voz às histórias do hip hop da Margem Sul, com epicentro em Almada — território de encruzilhada, resistência e criação. Através de um livro, documentário e exposição, o projeto reconstrói a história de uma geração que cresceu “entre mundos”: entre raízes africanas e o quotidiano português, entre o subúrbio e o centro, entre a invisibilidade e a afirmação.

O documentário, realizado por Luís Almeida, reúne testemunhos de artistas e protagonistas das décadas de 1980 e 1990 – entre eles General D, Dino D’Santiago, DaGuida e Juana na Rap – para traçar o mapa afetivo e político de um movimento que foi muito mais do que música: foi identidade, pertença e sobrevivência.

No âmbito do DJINTIS – Festival Internacional de Artes Cénicas de Bissau, o filme será apresentado incluirá uma conversa online aberta com os seus curadores e convidados, dedicada, entre outras coisas, a refletir sobre o hip hop como prática artística e social uma arte que nasce da margem e continua a interpelar o centro, afirmando a palavra, o corpo e o som como lugares de resistência e memória coletiva.

4 dezembro | qui

Ritmo da Semente | Teatro para a Infância | Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca

4 dezembro 2025 | 15h (40 min)

Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca | Portugal

Local: Centro Cultural Português
Classificação etária: Maiores de 3 anos

Sinopse: Imaginem uma Semente que pensa e, por pensar e pensar, percebe que o lugar onde sempre viveu não lhe pertence. Que terra tão rápida, barulhenta e cinzenta que não me deixa crescer! Que lugar é este em que nem uma flor tem tempo para florir? A Semente decide que está na hora de mudar e por isso, faz uma travessia – sai da cidade para ir viver para a floresta. Tudo decorre durante esta viagem.

Este espetáculo está dividido em dois momentos: primeiro, entre a palavra e a música criamos a nossa floresta e numa segunda parte plantamos a semente com a promessa de que a vamos deixar crescer ao seu ritmo.

Criação, interpretação e produção: Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca
Música: Beatriz Almeida
Sonoplastia: André Xina
Teaser e Vídeo promoção: Martinho Filipe
Agradecimentos: Anabela Loureiro, Catarina Pacheco, Catarina Vicente, FBP, Inês Correia, Inês Marques e Rogério Vale 5

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes e Fundação GDA.

Passa-Porte | Teatro | Hotel Europa

4 dezembro 2025 | 19h (90 min)

Companhia de Teatro Hotel Europa | Portugal

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 12 anos

Sinopse: Com o fim do Império Português, começaram a chegar a Portugal milhares de pessoas que regressavam das antigas colónias Portuguesas. Foi um movimento de massas gigantesco como Portugal nunca tinha visto até então e como nunca mais voltou a ver que representou a chegada de milhares de pessoas, cerca de 10% da população da altura. Estas pessoas ficaram conhecidas como retornados, mas muitos nunca tinham sequer conhecido Portugal. Muitos eram refugiados, outros exilados, pessoas que fugiam de cenários de guerra ou de perseguição política e racial.

Este espetáculo de teatro documental reflete sobre o fim do colonialismo português e as suas consequências na vida das pessoas que chegaram a Portugal e na forma como foram recebidas, como também procura compreender a condição de refugiado ao retratar a situação das pessoas que chegaram de África nos anos 70, olhando em particular para os Africanos que chegaram das antigas colónias portuguesas e a quem foi negado um passaporte português, tendo sido forçados a viver como emigrantes. É uma viagem feita através de testemunhos reais pela histórica recente em Portugal, numa investigação sobre a ditadura e o seu impacto em África, culminando com o 25 de Abril e o fim do Império Colonial Português, analisando o impacto causado pela história na vida das pessoas reais.

Criação: André Amálio
Cocriação: André Amálio, Selma Uamusse e Tereza Havlíčková
Movimento: Tereza Havlíčková
Interpretação: André Amálio, Cheila Lima e Tereza Havlíčková
Espaço Cénico: André Amálio e Tereza Havlíčková
Colaboração: Pedro Silva
Desenho de Luz: Carlos Arroja
Produção: Hotel Europa
Coprodução: Maria Matos Teatro Municipal
Apoio: Fundação GDA
Apoio à Residência: Alkantara, O Espaço do Tempo

Biografia da Hotel Europa: Companhia formada por André Amálio (Portugal) e Tereza Havlíčková (Chéquia). Têm vindo a desenvolver espetáculos de teatro documental que exploram as fronteiras entre teatro, dança e performance. Utilizam no seu trabalho uma sobreposição de material autobiográfico, narrativas familiares, histórias nacionais, testemunhos, entrevistas e pesquisa historiográfica. Abordam questões não discutidas na sociedade atual sobre o passado recente ligadas ao colonialismo, fascismo e comunismo, procurando estabelecer pontes entre o passado e o presente. Também discutem nos seus trabalhos questões atuais como a migração, o ambiente e a gentrificação.

O trabalho da Hotel Europa tem sido apresentado em Portugal, Espanha, Alemanha, Chéquia, Eslováquia, França, Itália, Brasil, Cabo Verde, Colômbia e Uruguai. Os espetáculos foram coproduzidos e apresentados em teatros e festivais como o Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São João, Culturgest, Teatro Municipal do Porto, São Luiz Teatro Municipal, Théâtre de la Ville, FITEI, Grec Festival de Barcelona, FIT BH, MIRADA, euro-scene Leipzig, AKCENT Festival, entre outros.

5 dezembro | sex

Ritmo da Semente | Teatro para a Infância | Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca

5 dezembro 2025 | 10h (40 min)

Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca | Portugal

Local: Centro de Promoção Humana (Quinhamel)
Classificação etária: Maiores de 3 anos

Sinopse: Imaginem uma Semente que pensa e, por pensar e pensar, percebe que o lugar onde sempre viveu não lhe pertence. Que terra tão rápida, barulhenta e cinzenta que não me deixa crescer! Que lugar é este em que nem uma flor tem tempo para florir? A Semente decide que está na hora de mudar e por isso, faz uma travessia – sai da cidade para ir viver para a floresta. Tudo decorre durante esta viagem.

Este espetáculo está dividido em dois momentos: primeiro, entre a palavra e a música criamos a nossa floresta e numa segunda parte plantamos a semente com a promessa de que a vamos deixar crescer ao seu ritmo.

Criação, interpretação e produção: Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca
Música: Beatriz Almeida
Sonoplastia: André Xina
Teaser e Vídeo promoção: Martinho Filipe
Agradecimentos: Anabela Loureiro, Catarina Pacheco, Catarina Vicente, FBP, Inês Correia, Inês Marques e Rogério Vale 5

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes e Fundação GDA.

URSONÂNCIAS | Filme Documentário | Companhia de Música Teatral

5 dezembro 2025 | 16h 

de Luís Margalhau | Companhia de Música Teatral | Portugal

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público

Ciclo Artistas Emergentes / Produção Ur-GENTE | Entre Raízes e Passos + Akotorbidó | Dança e Performance

5 novembro 2025 | 17h e 17h30

CICLO ARTISTAS EMERGENTES / Produção Ur-GENTE

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau

ENTRE RAÍZES E PASSOS
Dança contemporânea com elementos tradicionais da Guiné-Bissau
Duração total: 25 min
Classificação etária: Todo o público

Direção Artística: Mariama Sané & Ricardo Idumo Lopes
Coreografia: Mariama Sané
Intérpretes: Mariama Sané & Ricardo Idumo Lopes
Música tradicional: Mateus Tique
Figurinos: Objetos tradicionais (panos de penti, adornos de cabeça)
Cenografia: Palco aberto com elementos simbólicos da ancestralidade
Iluminação: Coordenação técnica DJINTIS
Apoio: Projeto Ur-GENTE

Sinopse: Esta performance nasce de três lugares comuns: a paixão pela dança, a guineendadi e a experiência transformadora vivida no Festival Transborda, em Almada (Portugal). Em abril de 2025, os bailarinos guineenses Mariama Sané e Ricardo Idumo Lopes participaram na criação Danser la Ville, orientada pelo coreógrafo Taoufiq Izeddiou, com cerca de trinta intérpretes de diversas nacionalidades. A apresentação, junto ao farol de Cacilhas, reuniu dezenas de pessoas e curiosos para assistir à dança como linguagem de encontro e partilha.

De volta a Bissau, Mariama e Idumo transformam essa vivência num novo gesto: Entre Raízes e Passos, uma criação que funde tradição e contemporaneidade, corpo e memória. Dois corpos em viagem atravessam o tempo — o ancestral e o presente. Entre gestos tradicionais e movimentos modernos, a dança torna-se ponte entre o passado e o futuro, entre o indivíduo e o coletivo, entre o chão de onde partem e o horizonte onde a arte os chama.

Esta performance é também um fruto indireto da parceria entre o Ur-GENTE/ONG VIDA e a Câmara Municipal de Almada, que apoiará a participação de artistas guineenses em festivais do concelho, até 2027 e a criação de novas pontes entre continentes e comunidades.

 

AKOTORBIDÓ
Dança contemporânea e performance física
Duração: 45 min
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Criação e interpretação: Ismael Cassamá & Idumo Lopes
Bailarinos: Ismael Cassamá & Idumo Lopes

Sinopse: Akotorbidó é um espetáculo performativo que se move no espaço de tensão entre as forças opostas que moldam a humanidade. Desde tempos imemoriais, coexistem energias que compõem o nosso universo – luz e sombra, bem e mal, caos e harmonia – mas será que a vida pode realmente ser contida nesses dois polos? Ou será que ela habita os intervalos, os matizes, as zonas indefinidas entre uma e outra face?

Criada e interpretada por Ismael Cassamá e Idumo Lopes, a performance explora as condições que estruturam o nosso quotidiano – regras, rótulos, obrigações – e questiona como essas forças, impostas ou herdadas, definem os nossos comportamentos e escolhas. O corpo torna-se linguagem crítica e libertadora: através do movimento, os intérpretes investigam as fronteiras entre o eu e o outro, entre o que somos e o que nos dizem para ser.

Num percurso intenso e sensorial, Akotorbidó revela o conflito e a reconciliação entre as forças que nos habitam. Na sua parte final, o espetáculo propõe a união das diferenças — um gesto de cura e de esperança que celebra, acima de tudo, a vida como movimento em busca de equilíbrio. Mais do que uma coreografia, Akotorbidó é uma meditação física e poética sobre o ser humano contemporâneo, os seus contrastes e contradições, e a potência do corpo como espaço de resistência, questionamento e renascimento.

6 dezembro | sáb

Roda de Contos | Contação de histórias

6 dezembro 2025 | 10h-11h30

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Público-alvo: Crianças maiores de 6 anos, famílias e comunidade educativa
Limitado a 30 participantes

Coordenação: Sara Moura
Contadores / Animadores de leitura: Mussá Silá, Mussá Fati e Ebreu Na Fantcham-na
Parceria: Projeto “Jovens Leitores” – FEC (Fundação Fé e Cooperação)

Descrição: Uma oficina viva de contação e criação de histórias para crianças, famílias e amantes de palavras e sonhos. A Roda de Contos convida o público a viajar pelas tradições orais da Guiné-Bissau e de outros mundos, onde palavra, gesto e ritmo se entrelaçam para acender a imaginação coletiva e celebrar o poder da escuta. Nas vozes deste trio de contadores, as histórias ganham corpo em narrativas que atravessam mitos de origem, contos de resistência e pequenas fábulas de reencantamento.

Entre canções, sons do corpo e participação do público, o encontro transforma-se numa roda viva de partilha, onde memória, utopia e sentido de comunidade são passados, amorosamente, de voz em voz.

Esta atividade nasce da parceria com o Projeto Jovens Leitores, uma iniciativa da FEC – Fundação Fé e Cooperação, que promove a literatura infantojuvenil como instrumento de cidadania, imaginação e transformação social na Guiné-Bissau.

Workshop de Criação de Marionetas | Atchô Express

6 dezembro 2025 | 10h-13h

Atchô Express | Guiné-Bissau

Local: Centro Cultural Netos de Bandim
Público-alvo: Crianças, famílias e jovens das artes cénicas interessados em aprender técnicas de construção e animação de marionetas
Limitado a 25 pessoas

Sinopse: Levar uma oficina de marionetas à comunidade é celebrar com a comunidade, na comunidade e para a comunidade. É estar presente: sentir a dor, o riso, as memórias e os cantos que fazem a vida coletiva pulsar em Bandim.

Nesta oficina orientada por Atcho Express, os participantes aprendem a construir marionetas a partir de materiais simples – jornais, fita-cola e pequenos elementos recuperados – dando forma a figuras que contam e cantam as histórias do bairro. Através de um processo prático e intuitivo, cada pessoa descobre como do gesto nasce um personagem, e como do personagem nasce uma história. O encontro transforma-se assim num momento de criação partilhada, onde imaginação, identidade e pertença se entrelaçam.

Uma celebração do fazer com as mãos, do inventar com o que existe, e do reconhecer a comunidade como espaço vivo de arte e narrativa.

Ritmo da Semente | Teatro para a Infância | Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca

5 dezembro 2025 | 10h (40 min)

Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca | Portugal

Local: Centro de Promoção Humana (Quinhamel)
Classificação etária: Maiores de 3 anos

Sinopse: Imaginem uma Semente que pensa e, por pensar e pensar, percebe que o lugar onde sempre viveu não lhe pertence. Que terra tão rápida, barulhenta e cinzenta que não me deixa crescer! Que lugar é este em que nem uma flor tem tempo para florir? A Semente decide que está na hora de mudar e por isso, faz uma travessia – sai da cidade para ir viver para a floresta. Tudo decorre durante esta viagem.

Este espetáculo está dividido em dois momentos: primeiro, entre a palavra e a música criamos a nossa floresta e numa segunda parte plantamos a semente com a promessa de que a vamos deixar crescer ao seu ritmo.

Criação, interpretação e produção: Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca
Música: Beatriz Almeida
Sonoplastia: André Xina
Teaser e Vídeo promoção: Martinho Filipe
Agradecimentos: Anabela Loureiro, Catarina Pacheco, Catarina Vicente, FBP, Inês Correia, Inês Marques e Rogério Vale 5

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes e Fundação GDA.

Que nos voix résonnent | Teatro | Cybelline de Souza / Théãtre au Compteur

6 dezembro 2025 | 19h

Cybelline de Souza / Théâtre au Compteur | Benin / Suíça

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público

Sinopse: Uma vida, uma história que “Ela” não queria. “Ela” é a minha mãe, e encontra-se no centro desta história. Ela está presa. Sem saída. Os seus sonhos e desejos desaparecem. A violência psicológica e física que sofre às mãos do marido, meu pai, leva-a a um sofrimento silencioso, a uma dor silenciosa. Rumo à morte. A dor e o sofrimento tomam posse do corpo dela, da minha mãe, sem mais controlo, consciente ou inconsciente? O sofrimento e a dor entrelaçam-se à sua volta, dentro dela, através do seu corpo, da sua voz, da sua memória, dos seus gestos, do seu olhar. Ela clama por ajuda. Ninguém ouve ou compreende. É tão injusto fazer isto a uma criança. Mil e uma perguntas surgem dentro de mim, a filha deles: porque é que os olhos de uma criança têm de ver isto? Ver a mãe a ser espancada como um cão pelo marido, o meu pai.

7 dezembro | dom

Espetáculo de Mandjuandadi | Música e dança tradicional

7 dezembro 2025 | 16h (30 min)

Grupo de Mandjuandadi Netos de Amizade de Cuntum | Guiné-Bissau

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público

Comment ça-va? | Flashmob

7 dezembro 2025 | 16h30

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público

Direção Artística: Ismael Cassamá

Com a participação de Anisia da Silva, Anitta Paulina Martins, Arnaldo P.C. Júnior, Arukimba B. Mendes, Bitam B. Mayé, Brasia Sanha, Cadi Mané, Frances Carvalho, Fredimir Kevin, Hercilia Mendes Pereira, Idumo Ricardo Lopes da Costa, Ismael Gomes Cassamá, Janickson Gomes, Joia Fernando, Mateus Tique, Nené Tchuda, Osvaldo Có, Rubinho Samuel da Silva

Ciclo Artistas Emergentes / Produção Ur-GENTE | FALAS e FALAS

27 novembro 2025 | 17h (60 min.)

CICLO ARTISTAS EMERGENTES / Produção Ur-GENTE
Baldir Baldé e Ismael Cassamá | Guiné-Bissau

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Maiores de 14 anos
Língua: Português

Sinopse: FALAS e FALAS é uma performance que traz à luz as vozes silenciadas e as narrativas oprimidas: as falas que o mundo insiste em calar. A partir de uma linguagem poética e corporal, dois prisioneiros que escaparam do cativeiro dos opressores há quatro mil anos encontram-se no topo de uma montanha. Ali, decidem partilhar as histórias do seu mundo: histórias negadas, esquecidas, apagadas.

Entre a memória e a libertação, FALAS e FALAS convoca a palavra como arma e abrigo, desmantelando as discriminações humanas e os paradigmas impostos. Uma criação que transforma a dor em resistência e a resistência em poesia – um grito encenado pela liberdade de dizer, existir e sonhar.

Intérpretes: Ismael Cassamá e Baciro Baldé
Encenação: Ismael Cassamá e Baciro Baldé
Texto: Ismael Cassamá e Baciro Baldé
Cenografia e figurinos: Ismael Cassamá e Baciro Baldé
Música: Mü Nbana, Zé Manel, Azagaia, Djafacole
Direção técnica: Justino Monteiro, Edilson Fernando Sico

Furkuntunda | Concerto ao vivo

7 dezembro 2025 | 19h (75 min)

Banda Furkuntunda | Guiné-Bissau

Local: Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau
Classificação etária: Todo o público

Fundada em 2001, Furkuntunda é uma das bandas mais emblemáticas da Guiné-Bissau, conhecida por unir música, dança e consciência social. O grupo nasceu do impulso de três artistas que se juntaram para participar numa campanha de sensibilização sobre o VIH/SIDA organizada pela ONG AGMS-PANTÉ. A força do encontro transformou-se em movimento: pouco depois, novos músicos, cantores e bailarinos integraram a formação, dando origem a um coletivo que se tornou símbolo da música tradicional guineense contemporânea.

Em 2005, lançaram a sua primeira maquete, com o tema Panté — sucesso nacional e hino da diáspora guineense. Dois anos depois, gravaram o álbum “Djunta Mon”, que mistura sons do Broska, Gumbé, Djambadon, Tina e Ntchintchee Nhaka, estilos que definem a alma rítmica do país. Após uma pausa prolongada, Furkuntunda regressou em 2020 aos estúdios para preparar o seu segundo trabalho discográfico, agora com colaborações de artistas internacionais e novas sonoridades que cruzam tradição e modernidade.

No DJINTIS 2025, o grupo apresenta um concerto que é celebração e renascimento — um tributo às raízes e ao futuro da música guineense.

Criação e interpretação: Banda Furkuntunda
Texto e música: Ramiro Naka

Entidades parceiras e espaços de acolhimento

O festival realiza-se no Ur-GENTE – Centro Transdisciplinar de Artes Cénicas de Bissau, em articulação com os palcos e entidades parceiras: o Centro Cultural Português, o Centro Cultural Franco-Bissau Guineense, o Centro Cultural Netos de Bandim e Instituto Guimarães Rosa em Bissau.

Ur-GENTE, Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau

Centro Cultural Português de Bissau

Centro Cultural Franco Bissau Guineense

Instituto Guimarães Rosa em Bissau

Centro Cultural Netos de Bandim

Centro Cultural de Quelelé

Clipping

DJINTIS regressa a Bissau com “Terra-Fogo”, uma celebração da criação como gesto de resistência e renascimento

Festival DJINTIS 2025: Terra-Fogo reacende a chama das artes em Bissau